DILI, 18/05/2017 (FDCH) – O Secretário Executivo do Fundo de Desenvolvimento do Capital Humano (FDCH), Isménio Martins da Silva, afirmou que, desde a criação do FDCH já beneficiaram do seu apoio 56 482 pessoas, das quais 35% são mulheres.

«No âmbito dos seus programas, o FDCH já financiou variadíssimos cursos de formação em diversas áreas, cujos detalhes se encontram descritos nos documentos que lançamos hoje. Entre 2011 e 2016, obteve financiamento do FDCH um total de 54 482 pessoas (com 35% de mulheres)», referiu o Sr. Isménio Martins no discurso de lançamento dos livros, relatórios e página web do FDCH, evento que teve lugar no CCD.

O Secretário Executivo informou que, até à data, foi alocado ao FDCH um orçamento total de 212 532 000$ com uma taxa média de execução de cerca de 87%.

As Bolsas de Estudo são o programa com a maior fatia orçamental, com 49% do total do orçamento alocado. Em segundo lugar, encontra-se o programa de Formação Profissional com 27%, depois a Formação Técnica para Funcionários com 15% e Outros Tipos de Formação com 9%.

O orçamento do FDCH tem financiado ações de formação e bolsas de estudo em várias áreas de todos os setores, com incidência, contudo, em áreas prioritárias, como a educação, saúde, agricultura, turismo, entre outras.

O Sr. Isménio Martins afirmou que, desde a sua formação em 2011 até à data, o FDCH tem enfrentado vários desafios na implementação dos seus programas.

O Parlamento Nacional e o Tribunal de Contas, e mesmo o público timorense, sabem que é necessário melhorar a gestão e a colocação dos recursos humanos, sendo, sobretudo, importante o enfoque no setor público, em linha com o diagnóstico nacional que a SEFI está a realizar com a CFP, assim como em consideração do processo de reforma da Administração Pública a que o governo está a dar prioridade.

Outro desafio que Timor-Leste enfrenta é o facto do seu mercado de trabalho ser ainda débil, não lhe permitindo absorver os trabalhadores qualificados e formados no final das suas ações de formação ou cursos do ensino superior.

«Contudo, sabemos que o governo irá fazer todos os esforços para fazer uma reforma económica e fiscal que responda aos avanços do desenvolvimento, por forma a alargar e a potenciar o mercado de trabalho, assim como oferecer alternativas nos setores não-petrolíferos», acrescentou o Sr. Isménio Martins.

O FDCH também aloca orçamento a áreas consideradas prioritárias, segundo as orientações do Presidente do CA-FDCH, que, recentemente, disse o seguinte: «A nossa riqueza estará sempre nos nossos recursos humanos – não no petróleo – e, por isso, investir no desenvolvimento do capital humano é investir no futuro» (Média FDCH)

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